terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Colóquio «O papel da Biblioteca/Centro de recursos»

Na sequência das sessões de formação do utilizador realizada para os alunos, aconteceu de igual modo, uma sessão para todos os professores do Agrupamento.
Assim, a Biblioteca/Centro de Recursos da nossa escola organizou para todos os professores e educadores do Agrupamento um encontro com a professora e bibliotecária, Maria José Vitorino, na Escola Sede do Agrupamento, dia 15 de Dezembro (4ªfeira) às 14:30 para uma sessão que decorreu no espaço da BECRE.
A importância da Biblioteca/Centro de Recursos no contexto escolar é, hoje, incontestável. Todos sabemos que a utilização dos recursos disponíveis neste espaço só serão devidamente utilizados e explorados pelos alunos, caso os professores articulem de forma sistemática com a BE.
Por isso, o nosso convite a esta proeminente especialista na área das bibliotecas.
A Dra. Maria José Vitorino abordou de forma dinâmica e pertinente as implicações da Biblioteca com os outros intervenientes e espaços educativos.
No final da sessão foi entregue um certificado de presença aos professores presentes.
Desta forma encerrámos o 1ºPeríodo.
Congratulados com a abertura da BE/CRE, a todos desejamos um Feliz Natal e um Bom Ano de 2011!

A professora bibliotecária
Emília Oliveira

A abertura da Biblioteca/Centro de Recursos – a nova biblioteca



































Visitas guiadas à Biblioteca

A BE da Escola Sede aguardou durante 2 meses a chegada do novo mobiliário. A longa espera, se em alguns provocou o desalento, foi para outros, motivo de redobrada expectativa. E o novo mobiliário chegou, finalmente, em meados de Novembro. Depois de reajustado ao espaço-biblioteca, procedeu-se à arrumação dos livros segundo os critérios da Classificação Decimal Universal (CDU).
Assim, durante grande parte do mês de Novembro estivemos dedicados à instalação/ montagem da biblioteca, para que fosse finalmente possível a sua abertura a 25 de Novembro.
E, assim aconteceu com grande júbilo por parte de toda a Comunidade Escolar. Os alunos chegaram até nós em catadupa. Foi verdadeiramente um dia de festa!
«Estava desejosa que a biblioteca abrisse, já tinha saudades de ler um livro» exclama, radiante, a Bárbara do 6ºA, enquanto preenchia a ficha de requisição domiciliária. E foram muitos, muitos, os pedidos de livros para casa…
Na semana seguinte começaram as Visitas Guiadas à Biblioteca. A partir do dia 30 de Novembro e até 9 de Dezembro todas as turmas do 2º e 3ºCiclos estiveram na Biblioteca, tendo a professora bibliotecária feito a respectiva apresentação.
Nessas sessões os alunos fizeram um percurso formativo, isto porque explicámos o conceito de biblioteca, a sua organização interna, a evolução das bibliotecas ao longo dos tempos, algumas técnicas de pesquisa, identificámos os espaços, as suas funcionalidades, a arrumação dos livros segundo os critérios da Classificação Decimal Universal (CDU). O conhecimento da CDU foi, ainda, aprofundado com a apresentação de um power-point alusivo. Deste modo, fez-se a formação do utente e criaram-se condições para uma correcta utilização do espaço Biblioteca.
Esta tarefa foi por nós considerada prioritária e instrumento indispensável para a melhoria dos Serviços, nomeadamente, a pesquisa bibliográfica.
Iniciámos o destaque do Livro da Quinzena e do Filme da Quinzena. Esta rubrica pretende ser uma sugestão de leitura/visualização de obras que consideramos de valor pedagógico/cultural.
Esta primeira apresentação aconteceu com o livro “A Casa Grande” e o filme “Billy Elliot”, ambas as obras abordam a temática da diversidade e o respeito pela diferença.

A professora bibliotecária
Emília Oliveira



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Amnistia Internacional














COLÓQUIO “Educação para os Direitos Humanos”

28 de OUTUBRO. Encontro com a AMNISTIA INTERNACIONAL.

Estiveram envolvidas as turmas do 7ºA, 7ºC, 8ºA e 9ºC.

A organização esteve representada pelo Dr. Daniel Oliveira que dinamizou a actividade a partir de um discurso dinâmico e mobilizador dos jovens presentes. O constante recurso à comunicação directa permitiu que os conceitos de direitos humanos, igualdade, diversidade, respeito pelo outro fossem naturalmente entendidos e assimilados. Se o caminho foi desbravado pelo Daniel foram os alunos que chegaram à descoberta.

A par deste percurso, outro houve que nos levou ao conhecimento da ONG (organização não governamental) que convidámos - AMNISTIA INTERNACIONAL. Fomos informados da sua origem, dos objectivos e da acção que desempenha no mundo.

Pela força dos ideais, argumentos, vivências, valores transmitidos, pensamos ter sido altamente positivo este Encontro. Fazer com que os alunos entendam a vida muito para além do seu umbigo é obrigação da escola e do organismo vivo e actuante que deve ser a Biblioteca. Chegar ao respeito pelo outro e pelo diverso está na nossa mira. Por isso pensamos ter dado um contributo (ainda que pequeno!) nesse sentido.

A avaliação da actividade será feita também por fichas a entregar a professores e alunos.

A professora bibliotecária
Emília Oliveira

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Prémio Nobel da Literatura


Mario Vargas Llosa recebe o 103.º Prémio Nobel da Literatura. É o décimo primeiro autor de língua espanhola a receber a distinção, depois de laureados como Camilo Jose Cela (1989), Gabriel Garcia Marquez (1982), Pablo Neruda (1971) ou Gabriela Mistral (1945). O autor de língua espanhola que mais recentemente venceu o Nobel literário foi o mexicano Octavio Paz, em 1990.



Detentor de dupla nacionalidade espanhola e peruana, Llosa nasceu em Arequipa, no sul do Peru, a 28 de Março de 1936. Depois de uma passagem pela Bolívia com a família e já no regresso ao seu país, Llosa estudou na Academia Militar Leôncio Prado de Lima, ingressando depois no curso de Letras em Lima. Seria através de uma bolsa para prosseguir os estudos que chega a Madrid, onde faz o doutoramento. Acabou por trocar Madrid por Paris, onde além de professor de Espanhol é tradutor e jornalista da agência noticiosa France Press.


Além dos ensaios, romances, novelas e teatro traduzidos em todo o mundo, o escritor é ainda conhecido pelas posições políticas que assumiu, nomeadamente na revolução cubana, tendo mesmo deixado Espanha e vivido em Havana.



Em 1971 Llosa afasta-se da revolução castrista e dos movimentos de extrema-esquerda, justificando-o com a oposição à existência de um “líder máximo”. Regressa de novo a Espanha, onde em 1993 consegue a dupla nacionalidade.
O peruano, de 74 anos, foi distinguido "pela sua cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos", justifica a Academia em comunicado divulgado poucos minutos após o anúncio do Nobel.

O escritor, que havia sido distinguido em 1986 com o Prémio Príncipe das Astúrias, venceu no ano seguinte o Prémio Cervantes. A sua dedicação literária a causas sociais seria, desta forma, reconhecida. “Muito comovido e entusiasmado”, foram as primeiras palavras do autor, após tomar conhecimento do prémio.




Poderá consultar a página electrónica do autor, que lhe permitirá obter mais informações sobre a vida e obra do mesmo, em http://www.mvargasllosa.com/.






Imagem in http://joluibor.files.wordpress.com/2008/11/mario11.jpg


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Entrega de livros PNL em sala de aula


Escolhemos OUTUBRO para desenvolver actividades de promoção da Leitura em Sala de Aula. Assim aconteceu no dia 14 de Outubro, como as fotos o descrevem. Fomos ao encontro das turmas do 5ºAno e para todas elas proporcionámos a leitura do Conto/Manifesto de Cidadania, “A Casa Grande”, do escritor João Manuel Ribeiro.
Esta obra trata das questões universais da cidadania. Fá-lo de forma didáctica e afectiva. Para “todos os que (ainda) são meninos de verdade!”.
E começa desta forma:
“Um dia,
um homem teve o sonho
de construir uma Casa Grande,
sem portas nem janelas,
onde pudessem morar os homens e mulheres
de todas as línguas, cores, raças, religiões e latitudes (…)
E continua
“Na Casa Grande,
Apesar de lá permanecerem pessoas
de todas as línguas,
cores, raças,
religiões e latitudes
a linguagem é comum:
- fala-se a língua universal da verdade
a par da língua fraterna do amor,
e da língua subterrânea do perdão
e mais nenhuma outra.”(…)
Continua. Continua…Continua.

Esta obra foi lida por mim e pela D. Eugénia. E no 5ºB também pela professora Maria Inês. A leitura deste pequeno (grande!) conto fez-nos chegar aos conceitos de cidadão, justiça, amor, liberdade, igualdade, diversidade, perdão, paz, rectidão, enfim, um verdadeiro manifesto de cidadania. E, veio simultaneamente, ao encontro da temática proposta pelo Mês das Bibliotecas – a diversidade.
Esta obra está no expositor das novidades. É o nosso Livro do Mês.

Terminada a leitura propusemos aos alunos que a partir da frase “ A Casa Grande é uma Casa sempre inacabada” (frase que se encontra quase no fim do conto) continuassem a história… ilustrassem a “Casa Grande”, que se expressassem de algum modo… em perfeita liberdade criativa. Garantimos que os trabalhos realizados seriam expostos e/ou publicados no blogue da Biblioteca. Aguardemos, então, pelas criações dos alunos que, posteriormente, daremos a conhecer a toda a comunidade escolar.

De seguida fizemos a entrega dos livros do Plano Nacional de Leitura (PNL). Cada menino(a) recebeu a oferta de um livro do programa LER+.

Citamos mais uma vez a frase de Cervantes (que temos no nosso cartaz) “QUEM LÊ MUITO E ANDA MUITO, VAI LONGE E SABE MUITO”.

A professora bibliotecária

Emília Oliveira

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"A Casa Grande" (re)criada pelos Alunos do 5º ano


A Casa Grande é uma casa inacabada...


Na sequência da obra lida em sala de aula, os alunos têm respondido positivamente à proposta de dar continuidade à história "A Casa Grande". Eis, pois, alguns dos trabalhos entregues:


Rafael Henriques

5º C

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"Educação para os Direitos Humanos" - Amnistia Internacional Portugal


Sendo Outubro o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, a RBE (Rede de Bibliotecas Escolares) elegeu o dia de hoje, 25 de Outubro, o Dia da Biblioteca Escolar em Portugal.


O tema escolhido para este ano lectivo “Diversidade Desafio Mudança tudo isto… na Biblioteca escolar” leva-nos a privilegiar, pela pertinência e actualidade, esse assunto nas nossas actividades ao longo do ano.
Assim, estava prevista para hoje uma sessão de abordagem aos Direitos Humanos.


Foi dirigido um convite à Amnistia Internacional Portugal para dinamizar esta actividade, não tendo havido disponibilidade para o dia 25 de Outubro foi esta marcada para a próxima quinta-feira.


“Educação para os Direitos Humanos” será a designação do colóquio proferido por Daniel Oliveira, licenciado em Ciência Política e há muito ligado a esta organização. A questão da violência sobre as mulheres, a pena de morte, o terrorismo, a pobreza, o racismo, serão alguns dos temas a abordar.



A professora bibliotecária


Emília Oliveira

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Concerto de música erudita pela Orquestra da Academia de Óbidos




Decorreu na passada 5ª feira, dia 7 de Outubro, no Polivalente da Escola um Concerto de Música Erudita pela Orquestra de Alunos da Academia de Música de Óbidos dirigida pelo Maestro Pedro Filipe.
Esta actividade inseriu-se simultaneamente no Dia Mundial da Música e no Mês das Bibliotecas Escolares, que este ano escolheu como tema “Diversidade Desafio Mudança, tudo isto na Biblioteca Escolar”.
A orquestra tocou música de épocas diferentes, do período Barroco ao Contemporâneo, passando pelo Clássico, tendo os alunos tido oportunidade de ouvir grandes compositores como Mozart, Charpentier, entre outros. No entanto, a música executada situou-se sempre no âmbito da música erudita (à excepção da música da série, “Pantera cor-de-rosa”) e todos sabemos que os alunos não estão familiarizados com este tipo de música. Este facto reforça o imperativo da biblioteca - em ser facilitadora da mudança e em promover a diversidade. E é dessa forma que a Biblioteca/Centro de Recursos manifesta o seu papel interventivo (para além naturalmente do apoio ao Currículo). Trazer-lhes, não apenas o que eles gostam mas essencialmente o desconhecido, o diferente, para posteriormente poderem fazer com responsabilidade as suas opções.
No concerto estiveram presentes todas as turmas da Escola. Os professores. Os funcionários. A Direcção da Escola. A avaliação da actividade irá ser feita, não só pelos testemunhos orais, mas também a partir de um pequeno questionário escrito.
O retorno apresentado pelos nossos convidados foi muito positivo. Reconheceu-se a importância do encontro musical para ambas as partes. Para os nossos alunos o despertar e/ou sensibilização da música. Para os alunos-músicos, pertencentes ao Ensino Integrado da Música, um estímulo à continuação e aperfeiçoamento da aprendizagem.
No final a Direcção da Escola ofereceu um pequeno lanche aos nossos convidados tendo estes partido satisfeitos e recompensados com a sua prestação.
O nosso obrigada aos Serviços Camarários por terem disponibilizado o transporte sem o qual a actividade não poderia ter acontecido.

A professora bibliotecária
Emília Oliveira

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Agrupamento nas Tasquinhas...




Este ano, vamos participar nas tradicionais Tasquinhas, organizadas pelos Bombeiros Voluntários da Merceana, que terão lugar de 1 a 5 de Outubro, no quartel dos Bombeiros. Venham ter connosco à nossa tasquinha “Enche as Medidas” e atrevam-se a deliciar-se com as nossas especialidades.

Para a semana visite este blog e partilhe connosco os melhores momentos!!

O grupo de trabalho
Ângela, Dora, Fernanda, Jú, Paula e Rita


Imagem in
http://www.artesanatonaescola.com.br/loja/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=277

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Saudações Lectivas e Bibliotecárias





No início de mais um ano lectivo deseja a Escola e naturalmente a Biblioteca/Centro de Recursos (BE/CRE) saudar a Comunidade Educativa.

Sejam bem-vindos ao “grande lugar”que é a Biblioteca.

Nela, jovem aluno, encontrarás de forma privilegiada o conhecimento mas também o afecto. O encontro com o outro. Este lugar irá ajudar-te a crescer. Pelo enriquecimento curricular e pelas vivências que permitem um alargamento cultural.





No entanto, imperativos meritórios (requalificação do espaço) não permitiram a sua abertura no arranque do ano lectivo. Aguarda-se a chegada do novo mobiliário, só, então, as novas estantes irão ficar recheadas dos livros, CD´s, DVD´s, que todos já conheciam…mas SURPRESA… novos documentos estão a caminho…

Informa-se que o mês de Outubro é o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares.

Desejaríamos que durante esse mês estivessem as obras concluídas e se pudesse fazer a abertura da Biblioteca à comunidade, após o que estão planificadas visitas guiadas à BE/CRE, com a entrega dos livros - oferta (PNL) aos alunos dos 5ºs Anos. Essas visitas têm por finalidade fazer a chamada “formação do utilizador”, iniciando o aluno na orgânica da Biblioteca e nas técnicas de pesquisa.

No âmbito do que anteriormente dissemos, pretende a Biblioteca desenvolver ao longo do ano lectivo, actividades de carácter pedagógico-cultural. Assim, vamos iniciá-las, destacando o Dia Mundial da Música, dia 1 de Outubro.

Feitas várias diligências (tentativa de fazer participar os nossos alunos-músicos na execução de peças instrumentais…mas que este ano não se revelou possível concretizar, etc.) confirma-se a participação da Academia de Música de Óbidos.

O Director e maestro da Academia respondeu positivamente e com total disponibilidade para trazer à Escola um colectivo de alunos organizados em orquestra. Fazer chegar aos alunos desta escola momentos de música erudita, normalmente chamada clássica é um desafio e simultaneamente um risco. Mas arriscamos porque a nossa função é mostrar-lhes a diversidade tendo, apenas, como critério a qualidade. Esta actividade no âmbito da música permitirá aos alunos contactarem com novas sonoridades, diferentes instrumentos musicais e irá certamente contribuir para alargar o leque de escolhas nesta área.

A efectivação deste projecto está, apenas, dependente da possibilidade de conseguir, ou não, transporte camarário. Se o conseguirmos teremos o concerto a começar às 15:30 no espaço do Polivalente.

Estamos no final de Setembro e a estação outonal está aí. Deixo-vos com alguns poemas a propósito.




Em uma Tarde de Outono

Outono. Em frente ao mar. Escancaro as janelas
Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.
Outono... Rodopiando, as folhas amarelas
Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto...

Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
Visitaste este mar inabitado e morto,
Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?

A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...
Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!

E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,
E contemplo o lugar por onde te sumiste,
Banhado no clarão nascente do arrebol...

Olavo Bilac


Talvez nem seja um tordo. Um pássaro
cantava. Seria o último
desse verão. A própria luz

não ajudava: não era barco
de manhã nem brisa ao fim da tarde.
Talvez o anjo do poema

pudesse em seu lugar subir aos ramos
e cantar. Mas os anjos
são tão distraídos! Deles não há

nada a esperar, a não ser fogo
de palha. Talvez nem seja um tordo.
O seu canto, só vibração do ar.

Eugénio de Andrade


No entardecer dos dias de Verão, às vezes,
Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Que passa, um momento, uma leve brisa
Mas as árvores permanecem imóveis
Em todas as folhas das suas folhas
E os nossos sentidos tiveram uma ilusão,
Tiveram a ilusão do que lhes agradaria...
Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem!
Fôssemos nós como devíamos ser
E não haveria em nós necessidade de ilusão
Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida
E nem repararmos para que há sentidos ...
Fernando Pessoa
A professora bibliotecária
Emília Oliveira

Imagens in http://www.dieselbookstore.com/su-blackwells-sculptures-old-books
http://mylamultimidia.wordpress.com/tag/leitura/
http://web.educom.pt/pr1305/outono1_01.jpg

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia Mundial da Criança


Desde 1950 que o dia 1 de Junho foi declarado o Dia Mundial da Criança.

Após o fim da 2º Guerra Mundial muitos países entraram em crise, as condições de vida dos cidadãos deterioraram-se bastante. As crianças acabaram por ser as principais vítimas pois a falta de alimentos obrigou os pais a retirar os filhos da escola para que, com o seu trabalho, pudessem contribuir para o sustento e rendimento das famílias. Muitas crianças passaram a trabalhar arduamente, realizando tarefas muito duras e durante muitas horas. Era-lhes, assim, roubada a infância. Não tinham direito à educação e aos cuidados básicos de saúde. Eram abruptamente transformados em adultos de palmo-e-meio sem saber a quem cobrar o sofrimento que viviam – não havia tempo para que ganhassem consciência da situação de crise profunda.

Em 1946, um ano após o fim da 2ª Guerra Mundial, nasceu a Organização das Nações Unidas (ONU) com o objectivo de fomentar as relações amistosas entre as nações, promover o progresso social, melhorar padrões de vida, zelar pelo cumprimento dos direitos humanos, com vista à manutenção da paz e da segurança no mundo. A ONU dedicou especial atenção às crianças mas a tarefa de defender os seus direitos mostrava-se árdua visto que nem todos os países estavam interessados em abdicar do rendimento produzido pela mão-de-obra infantil.

Em 1950 a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.

Relembra-se, especialmente hoje, todas as crianças vítimas de maus-tratos, negligenciadas, forçadas a trabalhar, sem direito à educação e às condições mínimas de segurança, privadas de cuidados médicos e, por tudo isto, privadas de serem crianças.
Crianças cujo choro é silenciado pelos interesses dos adultos, cuja dor permanece invisível aos olhos daqueles que poderiam interceder por elas.



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terça-feira, 18 de maio de 2010

O Dia do Livro...


"Abre-se o livro

em qualquer página

e cabe nele um dia ou um ano,

cabe nele a sabedoria,

o romance e a poesia,

cabe nele o conhecimento

e a luz que vem do pensamento;

cabe nele tudo o que somos,

desde que gostemos de ler,

porque ler é aprender,

sendo também liberdade e prazer;

cabe nele o mundo inteiro,

escrito em computador

ou com a tinta de um tinteiro,

e de tudo isso falará neste dia

o leitor verdadeiro,

que do livro, por ser livre,

será sempre amigo e companheiro."



José Jorge Letria,

O livro dos dias
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segunda-feira, 17 de maio de 2010

FILIPE LA FÉRIA: 65 ANOS DE VIDA, 47 DE TEATRO


Há sessenta e cinco anos, a 17 de Maio de 1945, nascia uma criança que ficaria, para todo o sempre, ligada à história do teatro português: Filipe La Féria.

Este Senhor das Artes, que em 1963 iniciou a sua actividade teatral como actor, no Teatro Nacional, integrou o elenco de diversas companhias de teatro. O curso de encenação que efectuou em Londres, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, viria a dar enormes frutos.

Foi director, durante 16 anos, do Teatro da Casa da Comédia onde produziu, encenou, desenhou cenários e figurinos das seguintes peças, entre outras:

“Faz tudo, faz tudo, faz tudo!” de Pavel Keoty (com tradução sua)
“A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini” de René Kalisky (com tradução sua)
“A Marquesa de Sade”, de Yoko Michima (com tradução sua)
“Electra ou a queda das Máscaras” de Marguerite Yourcenar (com tradução sua)
“Ubu Rei” de Alfred Jerry (com tradução sua)“Savanah Bay” de Marguerite Yourcenar
“Eva Péron” a partir de Copi
“A Bela Portuguesa “ de Agustina Bessa Luís
“ Noites de Anto” de Mário Cláudio
“A Ilha do Oriente” de Mário Cláudio

Em 1990 escreveu, produziu e encenou “What happened to Madalena Iglésias“ e aceitou o convite como autor, encenador e cenógrafo de “Passa por mim no Rossio”, no Teatro Nacional D. Maria II (1991), encenando posteriormente, no mesmo Teatro, “As Fúrias”, de Agustina Bessa-Luís.

Dirigiu, em Bruxelas, o espectáculo inaugural da Europália (1991), e em Sevilha, o Dia de Portugal na Expo Sevilha ’92.

Reconstruiu o Teatro Politeama (1992) onde viria a produzir e encenar:
“Maldita Cocaína” da sua autoria
“Jasmim ou o Sonho do Cinema” da sua autoria
“Godspel” de John-Michael Tebelak
“Amália” da sua autoria (desenho de cenários e figurinos) considerado o melhor espectáculo do ano.2000
“Maria Callas – Master Class” de Terence McNally (com tradução sua)
“Rosa Tatuada” de Tenesse Williams (com tradução sua)
“A Casa do Lago” de Ernest Thompson
“A Minha Tia e Eu” de Morris Panich (com tradução sua)
“Rainha do Ferro-Velho” de Garçon Kanin
“A Menina do Mar” de Sophia de Mello Breyner Andressen.
“Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll
“A Canção de Lisboa”, baseado no célebre clássico do cinema português de Cotinelli Telmo.
“My Fair Lady” de Alan Jay Lemer e Frederick Loewe (com tradução sua) espectáculo galardoado com o Globo de Ouro para Melhor Espectáculo do Ano e Prémio de tradução
“Música no Coração” de Howard Lindsay e Russel Crouse (com tradução e adaptação sua) Globo de Ouro para o melhor espectáculo do ano 2006
“O Principezinho” de Saint Exupery (tradução e adaptação sua)
“Jesus Cristo Superstar” de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice (com tradução sua)
“West Side Story” guião de Arthur Laurents (com tradução sua)
A partir de Junho de 2007 passou a dirigir a programação do Teatro Rivoli, no Porto, produzindo e encenando “Jesus Cristo Superstar”,
“Música no Coração” e, ainda, “Um Violino no Telhado”.
Para a Televisão produziu, encenou e adaptou, entre outros:
“A Importância de se chamar Ernesto” de Óscar Wilde (com tradução sua)
“Não se paga, não se paga” de Dário Fo (com tradução sua)
“Paris Hotel” de Georg Feydou (com tradução sua)
“Espelho de duas Faces” de Arthur Miller (com tradução sua)
“Grande Noite” da sua autoria
“Cabaret” da sua autoria
“Todos ao Palco” da sua autoria
“Saudades do Futuro” da sua autoria
“Comédias de Ouro” da sua autoria
Gala “Campo Pequeno de Novo em Grande”, num espectáculo da sua autoria, emitido em directo pela RTP1 para celebrar a re - inauguração da Praça de Touros do Campo Pequeno
“Gala das 7 Maravilhas” da sua autoria, para a TVI, com transmissão em directo da Praça do Campo Pequeno, a propósito da cerimónia de eleição das 7 Maravilhas do Mundo a realizar em 2007, em Lisboa.

É autor de todas as canções dos programas de televisão “Grande Noite”, “Cabaret”, “Todos ao Palco”, “O Sonho do Cinema”, incluindo as canções dos musicais “Cabaret”, “Godspel”, “Aplauso”, “Porgy and Bessy”, “Mame”, “Oklahoma”, “Carossel” e as dos mais representativos autores anglo-saxónicos e franceses que fizeram parte dos programas citados.

Na Rádio fez várias traduções para peças e folhetins radiofónicos e foi responsável pelo programa “O Prazer do Teatro” que incluiu várias traduções dos mais conceituados autores da dramaturgia mundial.

Foi premiado várias vezes pela Crítica, Casa da Imprensa, Secretaria de Estado da Cultura e por várias revistas, na qualidade de autor, encenador e cenógrafo.

No décimo aniversário do 25 de Abril, a Associação Portuguesa de Críticos permeou-o como uma das personalidades que mais se destacaram no Teatro.

Foi condecorado Comendador com a Grande Ordem do Infante D. Henrique, por Sua Excelência O Presidente da República, Dr. Mário Soares.

Em 2000 foi premiado como personalidade do ano na área de Teatro, com os Globos de Ouro.

Em 2006 foi condecorado por Sua Excelência O Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, com a Ordem de Grão - Cruz da Ordem do Infante.

Foi condecorado em 2007 com a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa.

Parabéns, Filipe La Féria! Obrigado por continuar a dar vida ao Teatro e voz aos artistas portugueses!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Jobs and Business

Na aula de Inglês, no âmbito do tema Careers, Jobs and Business, foi perguntado aos alunos se algumas vezes tinham trabalhado nas férias ou em part-time, ou, em caso negativo, se gostariam de o fazer.
De seguida, foi-lhes pedido que redigissem um texto relatando as suas experiências ou, no caso de procurarem um emprego pela primeira vez, que descrevessem o tipo de trabalho que gostariam de fazer.
Os textos que se seguem, elaborados por alunos do 9ºA, resultaram desta actividade.




“I have never had a part-time job. But I would like to have one, because it would make me feel more independent and it would help me grow into a better person.
If I were looking for a part-time job, I would like to work in a music shop, because I love music and it is something that I would never feel sorry about.
If I could not work in a music shop, I would like to work in a tattoo shop. Not drawing in the people’s skins, but cleaning the place and organizing the work tables.
Those are the two jobs that I would like to do.” (Francisco Marques)


I still haven’t had any part-time job, except for working with my parents. Maybe this summer I will try to get a part-time job, because I want to see Motorhead and Deep Purple concerts and I need to have some money.
I would like my first part-time job to be in a place like a CD store, a tattoo/piercing studio, a music shop or something like that. I wouldn’t want to spend my time in a café cleaning tables, I think that’s boring.
Another part-time job that seems interesting is being the postman or the pizza delivery guy, some job like that in which you can drive around on a small motorcycle. But to do that I need to be sixteen and have a motorcycle license. So, forget about those.
A CD store seems like the best place to work in, because I can always put up ads about my band!!! (Gil Bentes)






I have never had either a part-time job or a holiday job. For now, I’m not really looking for one, but in the future I’m sure I will be.
I think that having a part-time job is a really good way for us teenagers to get some extra money and to become more responsible.
I would look for a job in a clothes shop, because I think that kind of place is one where I would like to work. It’s not usual, but I would like to work in a book store, too. I really like to read and working in a book store would be good for me.
These are the places I would like to work in, and my opinion about part-time jobs. (João Desidério)




On my summer holidays I have never had a job in which I received a salary, although I have helped my parents with their tasks.
In my future summer holiday, I want to get a job to earn some money. I would like to have a job so that, later, I could invest in my education, because I want to graduate in medicine and I wouldn’t like to depend on my parents for everything.
If I had a job, I would also gain useful experience for the future.
(João Varelas)







I have had a holiday job, because my mother has got a restaurant. On holidays and at weekends I work in our restaurant.
I like to work, because that way I help my mother and I make money to pay for my things.
I am used to working in the restaurant, because it has been open for eight years. So, it is now easy for me, since I have quite some experience! And that way, I learn to do things for when I am older and I learn how hard it is to make a living.
(Mariana Brito)

Imagens in

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http://alltopmovies.net/wp-content/uploads/2009/06/restaurant.jpg

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