domingo, 5 de julho de 2009

Sophia

«Passou um bando de golfinhos. Um corria quase à tona da água. Como sempre que estou a bordo, sinto-me elástica (...) Brilho do sol sobre a água. Mar liso. Navegamos sem um balanço. Mar azul. Céu azul. Ilhas azuis. Ítaca aparece e vai-se desenhando verde até ao mar. Despovoada. Quase sempre.» (1)


Há dias, concretamente quatro, passaram cinco anos sobre a morte física dela. Já aqui deixámos por diferentes motivos as suas palavras e a sua inspiração. Nunca será demais lembrá-la como figura onde a palavra soube resgatar o real numa capacidade de observar, de saber olhar. Perseguir a sabedoria das coisas e criar a vida a partir do «fundamento», da casa branca, do mar azul de espanto, acima das fracturas do tempo.

Em baixo deixamos um pequeno filme (Área de Projecto/Biblioteca) sobre essa viagem nos mares da Grécia, onde Ulisses e tantos outros percorreram pela 1ª vez na História da Humanidade a aventura de procurar a revelação do outro, do que não era conhecido.

(1) Excerto do relato da 1ª Viagem à Grécia de Sophia,
(Espólio que está a ser lentamente divulgado pela família,
in Grandes Livros, RTP2)

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