segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

25 Anos de Partilha


No passado dia 5 de Dezembro a AMI – Assistência Médica Internacional – comemorou o seu vigésimo quinto aniversário. Vinte e cinco anos a ajudar quem tanto precisa.

A AMI é uma Organização Não Governamental (ONG) portuguesa, independente de qualquer ideologia política, sem fins lucrativos. Foi criada no dia 5 de Dezembro de 1984, pelo médico Fernando Nobre, com o intuito de auxiliar as populações em situações de emergência, combatendo o subdesenvolvimento, a fome, a pobreza extrema, a exclusão social e ajudando aqueles que sofrem as consequências de guerras, em qualquer ponto do planeta.
Actualmente, a sua actuação já se estende por dezenas de países, para onde enviou centenas de voluntários, que no terreno gerem o melhor possível as situações, e dezenas de toneladas de medicamentos, equipamentos médicos, alimentos, roupas e outros bens básicos às populações.

E, sabia que existem imensas formas de ajudar a AMI? Passamos, pois, a enumerar algumas delas:

- através dos Impostos: escreva 502 744 910 no quadro 9 do anexo H da sua declaração e doe à AMI 0,5% do seu imposto, sem descontar mais por isso. Pode visionar o vídeo da campanha em http://www.ami.org.pt/default.asp?id=p1p8p36&l=1;
- colaborando com o seu donativo para o NIB 00070015 0027781000979, ou, no multibanco, acendo a “pagamentos de serviços”, digitando a entidade 2009, a referência 909 909 909 e a importância que desejar ofertar;

- efectuando voluntariado, que poderá ser por um período alargado ou mais curto, podendo até ocupar o seu período de férias de forma diferente: contactando com realidades distintas, em países como o Senegal, Guiné-Bissau ou Brasil, em estadias de nove dias, em grupos de doze voluntários monitorizados por dois elementos da AMI. Uma aventura bem diferente onde será possível viver em condições rudimentares, ajudar quem necessita, valorizar aspectos das nossas vivências tantas vezes esquecidos; afinal, relembrando as sábias palavras de Jonh Ruskin, “a maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele mas no que ele nos transforma”. Junte-se aos três mil voluntários, faça parte desta equipa;

E pronto, existem muitas formas de mostrar a sua bondade. Se pretender obter mais informações consulte a página electrónica da AMI.

Nesta época, em que o espírito natalício se aproxima, partilhe com a AMI: qualquer pequena ajuda tornar-se-á muito para quem depende da generosidade alheia. Contribuir para esta causa é garantir que alguém, algures no planeta, terá oportunidades diferentes. Afinal, custa tão pouco…
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O Príncipe Feliz



Na praça central da cidade estava uma estátua de um príncipe feliz.

Um dia, poisou aos pés daquela estátua uma andorinha que ia para o Egipto e que já estava muito atrasada porque tinha convidado um junco a acompanhá-la na viagem. Mas o junco não se podia separar da terra, pois era esta que lhe dava a vida e, apesar do amor que ele sentia pela andorinha, não poderia acompanhá-la.

A andorinha olhou novamente para a estátua e notou que lhe caíam duas gotas pela cara abaixo: eram duas grossas lágrimas.

A ave perguntou ao príncipe por que razão chorava. Este respondeu que chorava pelos pobres da cidade que eram muitos. Ele também contou à andorinha que quando reinava ninguém lhe contava o que se passava e que os altos muros do seu palácio não o deixavam ver nada. Mas, agora, desde que ali estava, já conseguia ver a pobreza e a miséria de muitas pessoas.

Entretanto, o príncipe perguntou à andorinha se ela o queria ajudar. Inicialmente a ave recusou mas perante a insistência do pedido ela acabou por ceder e resolveu ajudá-lo.

Então, o príncipe pediu à andorinha que arrancasse o rubi da sua espada e o levasse ao casebre que ficava ali em frente, onde viviam uns meninos pobres cujos pais não podiam pagar a renda da casa e, por isso, iriam ser postos na rua.

A andorinha assim fez. As crianças que viviam no casebre ficaram muito contentes porque poderiam vender a pedra preciosa e arranjar dinheiro para pagar a referida renda.

Mas estava na hora de partir para o Egipto e a andorinha despediu-se do príncipe. Este voltou a pedir-lhe que não partisse pois continuava a haver muita gente na cidade que precisava de ajuda. Era necessário ir levar uma safira a um escritor que estava muito doente e não tinha dinheiro para pagar os remédios. A andorinha olhou para o príncipe e lembrou-o que a safira era um dos seus olhos – estaria ele interessado em ficar vesgo? No entanto, ele não hesitou e pediu-lhe que levasse a pedra ao escritor. E, assim foi, a andorinha voou e lá foi entregar a jóia ao pobre escritor.

Mas naquela cidade existiam muitas outras pessoas pobres a precisarem de ajuda. A andorinha precisava de partir porque as suas irmãs esperavam por si no Egipto. No entanto, o príncipe ainda precisava de ajuda: era necessário que a andorinha lhe tirasse a outra safira para que ele pudesse continuar a praticar o Bem.

Enquanto o Inverno chegava de mansinho, a andorinha ia ajudando todos os pobres da cidade.
Agora, já nada de valor havia na estátua do príncipe.

Agora, a andorinha não tinha coragem de o abandonar.

Então, o pássaro deitou-se aos pés do seu amigo príncipe e ali ficou…
Mas o frio começava a ser cada vez mais intenso e numa noite gelada a andorinha morreu, tendo deixado o Príncipe Feliz profundamente triste.

A estátua perdera a beleza porque já não tinha pedras preciosas a decorá-la. Então, alguém a levou para uma fundição. Mas, após ter sido sujeita a altas temperaturas, verificou-se que o coração de chumbo do Príncipe Feliz se mantinha intacto. Decidiram levá-lo a um outro ferreiro que também não o conseguiu fundir. Perante isto, o ferreiro decidiu atirá-lo para o lixo.

Curiosamente, o caixote de lixo onde foi deixado o coração da estátua era o mesmo onde se encontrava o corpo da andorinha. Quisera o destino que ficassem juntos.

Entretanto, passou um anjo que recolheu o corpo da andorinha e o coração do Príncipe Feliz. O céu nunca mais foi o mesmo, a andorinha e o Príncipe Feliz viveram eternamente no Jardim do Paraíso ao som das mais belas melodias.
Maria Santos, 5ºC

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Se eu fosse um livro




Se eu fosse um livro gostaria de estar numa biblioteca para poder ser lido e não ser estragado.
Eu gostava de ser um livro de banda desenhada, ou um outro livro engraçado que animasse os leitores.
Quando alguém me pegasse eu ficaria muito feliz porque era sinal que estava a ser lido e se calhar estava a fazer felizes os outros.
Por isso, é importante que não estraguem os livros. Por favor não nos estraguem!

Luís Bernardo
5ºD



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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dia Internacional dos Direitos da Criança


Comemora-se hoje, dia 20 de Novembro, o Dia Internacional dos Direitos da Criança. Não deveria ser necessário existir uma data específica para homenagear estes princípios, pois as crianças deveriam todas nascer, crescer e desenvolver-se num ambiente tranquilo, em que fossem garantidas todas as suas necessidades básicas, permitindo-lhe um desenvolvimento equilibrado e, por isso, feliz e livre.

Quem não conhece uma criança vítima da negligência parental?

Infelizmente a Criança não pode decidir sobre o modelo de família que mais lhe convém; não tem oportunidade de alterar as mentalidades ou comportamentos dos adultos; não se faz ouvir através do seu choro e dos seus gritos porque ninguém a ouve…

Pelo Pedro, pelo João, pela Maria, pela Vanessa, …. e por todos aqueles rostos marcados pelas vivências infelizes do atrevimento cometido ao Ser Criança, recordamos:

Declaração dos Direitos da Criança

Proclamada pela Resolução da Assembleia Geral 1386 (XIV), de 20 de Novembro de 1959.
Preâmbulo

Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, a sua fé nos direitos fundamentais, na dignidade do homem e no valor da pessoa humana e que resolveram favorecer o progresso social e instaurar melhores condições de vida numa liberdade mais ampla;
Considerando que as Nações Unidas, na Declaração dos Direitos do Homem, proclamaram que todos gozam dos direitos e liberdades nela estabelecidas, sem discriminação alguma, de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra, origem nacional ou social, fortuna ou outra situação;
Considerando que a criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem necessidade uma protecção e cuidados especiais, nomeadamente de protecção jurídica adequada, tanto antes como depois do nascimento;
Considerando que a necessidade de tal protecção foi proclamada na Declaração de Genebra dos Direitos da Criança de 1924 e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos do Homem e nos estatutos de organismos especializados e organizações internacionais preocupadas com o bem-estar das crianças;
Considerando que a Humanidade deve à criança o melhor que tem para dar,
A Assembleia Geral
Proclama esta Declaração dos Direitos da Criança com vista a uma infância feliz e ao gozo, para bem da criança e da sociedade, dos direitos e liberdades aqui estabelecidos e com vista a chamar a atenção dos pais, enquanto homens e mulheres, das organizações voluntárias, autoridades locais e Governos nacionais, para o reconhecimento dos direitos e para a necessidade de se empenharem na respectiva aplicação através de medidas legislativas ou outras progressivamente tomadas de acordo com os seguintes princípios:

Princípio 1.º
A criança gozará dos direitos enunciados nesta Declaração. Estes direitos serão reconhecidos a todas as crianças sem discriminação alguma, independentemente de qualquer consideração de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou outra da criança, ou da sua família, da sua origem nacional ou social, fortuna, nascimento ou de qualquer outra situação.

Princípio 2.º
A criança gozará de uma protecção especial e beneficiará de oportunidades e serviços dispensados pela lei e outros meios, para que possa desenvolver-se física, intelectual, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e dignidade. Ao promulgar leis com este fim, a consideração fundamental a que se atenderá será o interesse superior da criança.

Princípio 3.º
A criança tem direito desde o nascimento a um nome e a uma nacionalidade.

Princípio 4.º
A criança deve beneficiar da segurança social. Tem direito a crescer e a desenvolver-se com boa saúde; para este fim, deverão proporcionar-se quer à criança quer à sua mãe cuidados especiais, designadamente, tratamento pré e pós-natal. A criança tem direito a uma adequada alimentação, habitação, recreio e cuidados médicos.

Princípio 5.º
A criança mental e físicamente deficiente ou que sofra de alguma diminuição social, deve beneficiar de tratamento, da educação e dos cuidados especiais requeridos pela sua particular condição.

Princípio 6.º
A criança precisa de amor e compreensão para o pleno e harmonioso desenvolvimento da sua personalidade. Na medida do possível, deverá crescer com os cuidados e sob a responsabilidade dos seus pais e, em qualquer caso, num ambiente de afecto e segurança moral e material; salvo em circunstâncias excepcionais, a criança de tenra idade não deve ser separada da sua mãe. A sociedade e as autoridades públicas têm o dever de cuidar especialmente das crianças sem família e das que careçam de meios de subsistência. Para a manutenção dos filhos de famílias numerosas é conveniente a atribuição de subsídios estatais ou outra assistência.

Princípio 7.º
A criança tem direito à educação, que deve ser gratuita e obrigatória, pelo menos nos graus elementares. Deve ser-lhe ministrada uma educação que promova a sua cultura e lhe permita, em condições de igualdade de oportunidades, desenvolver as suas aptidões mentais, o seu sentido de responsabilidade moral e social e tornar-se um membro útil à sociedade.O interesse superior da criança deve ser o princípio directivo de quem tem a responsabilidade da sua educação e orientação, responsabilidade essa que cabe, em primeiro lugar, aos seus pais.A criança deve ter plena oportunidade para brincar e para se dedicar a actividades recreativas, que devem ser orientados para os mesmos objectivos da educação; a sociedade e as autoridades públicas deverão esforçar-se por promover o gozo destes direitos.

Princípio 8.º
A criança deve, em todas as circunstâncias, ser das primeiras a beneficiar de protecção e socorro.
Princípio 9.º
A criança deve ser protegida contra todas as formas de abandono, crueldade e exploração, e não deverá ser objecto de qualquer tipo de tráfico. A criança não deverá ser admitida ao emprego antes de uma idade mínima adequada, e em caso algum será permitido que se dedique a uma ocupação ou emprego que possa prejudicar a sua saúde e impedir o seu desenvolvimento físico, mental e moral.

Princípio 10.º
A criança deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar a discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Deve ser educada num espírito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos, paz e fraternidade universal, e com plena consciência de que deve devotar as suas energias e aptidões ao serviço dos seus semelhantes.

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Mês Internacional das Bibliotecas Escolares




Outubro foi o mês Internacional das Bibliotecas Escolares - este ano subordinado ao tema "School Libraries: The Big Picture".
Longe vão os tempos em que a biblioteca escolar era o local onde se armazenavam os livros; quase inacessíveis, lá ficavam, organizados, muito direitinhos, quase que sagrados.

Hoje a biblioteca escolar está marcada pela dinâmica, onde o livro reina mas divide o espaço com os materiais multimédia, informático e audiovisual. Desempenha um papel importantíssimo de apoio ao currículo, planificando as suas actividades e integrando-as nas do plano anual de actividades, como pilar do projecto educativo de qualquer estabelecimento de ensino. É essencial para a realização de metas na educação e concretização dos objectivos de escola, através de um programa planeado onde a satisfação das necessidades dos utilizadores – quer sejam estas em termos lúdicos ou informativos – se torna a sua principal razão de existir. De acordo com estes princípios, a biblioteca escolar deve constituir-se como um núcleo da organização pedagógica da escola, vocacionado para as actividades culturais e para a informação.

A biblioteca escolar fornece um largo leque de recursos, tanto impressos, como não impressos, incluindo o acesso a dados que promovem um conhecimento da própria herança cultural da criança e fornecem a base para um conhecimento e compreensão da diversidade de culturas.

A biblioteca conquistou miúdos e graúdos. Integra a comunidade escolar proporcionando ao público-alvo uma convivência harmoniosa com o mundo das ideias e da informação.

O nosso agrupamento dispõe de duas bibliotecas escolares: o pólo 1, na escola sede, vocacionado para o apoio aos alunos dos 2º e 3º ciclos, e o pólo 2, sediado em Cortegana, cujo fundo documental aposta nas camadas mais jovens.

Já dizia Emily Dichinson “Não há melhor fragata do que um livro para nos levar a terras distantes”. A equipa das bibliotecas escolares deseja a todos boas leituras… muitos sonhos em redor dos livros… grandes viagens… grandes descobertas!...



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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ASTERIX





Astérix surgiu em França, no ano de 1959, pela mão de Albert Uderzo e René Goscinny.

As suas tiras de banda desenhada estilo BD Franco-Belga transmitem com bastante humor acontecimentos históricos do povo gaulês. São-nos retratadas inúmeras aventuras vividas pelo mundo inteiro e onde é dado especial relevo às lutas entre o bem e o mal, ou seja, lutas entre gauleses e romanos.

Para além de Astérix e Obelix há outros gauleses importantes, personagens essenciais, no desenrolar das histórias: Panoramix (o druida), Abraracurcix (o chefe) e Assarantu.

Um dos passatempos preferidos dos nossos heróis Astérix, Obelix e do seu pequeno cachorro Ideafix são a caça ao javali na densa floresta, nos arredores da aldeia. Depois de uma caçada matinal nada melhor que comer os javalis assados no espeto…

Outra das actividades preferidas dos gauleses é dar uns belos tabefes nos romanos - puro divertimento! Graças à poção mágica do druida Panoramix, tudo isso não passa de uma mera brincadeira.










Uma das bases do humor desta intemporal banda desenhada são os trocadilhos e as aventuras vividas pelos protagonistas. Para aumentar os trocadilhos, todos os povos têm terminações comuns de nomes: os gauleses terminam em -ix (em possível citação a Vercingetorix) e as gaulesas em -a (Naftalina, Iellousubmarina), os romanos em -us (Acendealus, Apagalus, General Motus), normandos em -af (Batiscaf, Telegraf), bretões em -ax e -os (Relax, Godseivezekingos), egípcios em -is (Pedibis, Quadradetenis), gregos em -os e -as (Okeibos, Plexiglas), vikings em -sen (Kerosen, Franksen), godos em -ic (Clodoric, Eletric), e hispânicos nomes compostos (Conchampiñon & Champignon, Lindonjonsón & Nixón).

As línguas estrangeiras têm representações diferentes:
• Ibero: igual ao espanhol, inversão de exclamações ('¡') e interrogações ('¿')
• Godo: escrita gótica (incompreensível para os gauleses)
• Viking: Ø e Å no lugar de O e A (incompreensível para os gauleses)
• Ameríndio: Pictogramas (incompreensível para os gauleses)
• Egípcio: hieróglifos com notas de rodapé (incompreensível para os gauleses)
• Grego: letras rectas, esculpidas.

Parabéns ao gaulês mais famoso do planeta! Meio século de vida e tantas aventuras por desvendar. Já ouviu falar sobre a edição em mirandês?! Não perca também o novo álbum, lançado com o intuito de comemorar a data – “O Banquete”!




Vasco Esteves, nº26, 7ºB


Imagens in:
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http://www.universohq.com/quadrinhos/2007/imagens/Filme3_AsterixObelix.jpg
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Os 100 mais...



A revista “Time” publicou recentemente uma listagem contendo as “100 melhores obras de sempre”. Esta lista foi concebida após uma votação organizada por editores noruegueses e cem escritores de cinquenta e quatro países. Curioso será, a título de exemplo, o facto de o livro “D. Quixote” de Miguel Cervantes, ter reunido mais de cinquenta por cento dos votos: a maioria dos inquiridos considerou a referida obra como a mais importante da história literária contemporânea. É de realçar ainda a proeza do escritor russo Dostoyevsky que colocou nas primeiras vinte e cinco posições quatro das suas obras.


Portugal, também, tem dois títulos nesta listagem, cabendo a Fernando Pessoa e a José Saramago a honra de nos representar com as obras “O Livro do desassossego” e “Memorial do Convento”, respectivamente.



A este propósito veio-nos à lembrança uma obra de Peter Boxall, de seu nome 1001 Livros para Ler Antes de Morrer. Trata-se de um livro imprescindível para os amantes de literatura: um guia cronológico dos mais importantes romances de todos os tempos - nem mais, nem menos, ajustado à actual lista!


Se calhar era interessante estabelecer a comparação entre as obras que já lemos e as que constam da lista de “obras eleitas.


Tempo…!? Tempo para ler…!?


“Afinal, uma existência com livros será sempre uma travessia menos solitária.”


Eis pois a lista ordenada das melhores cem obras:


1 Dom Quixote Miguel Cervantes (1547-1616) Espanha
2 Things fall Apart Vhinua Achebe (1930) Nigéria
3 Os Mais Belos Contos Hans Christian Andersen (1805-1875) Dinamarca
4 Orgulho e Preconceito Jane Austen (1775-1817) Inglaterra
5 Pai Goriot Honoré de Balzac (1799-1850) França
6 Trilogia: Molloy, Malone está a morrer, O Inominável, Samuel Beckett (1906-1989) Irlanda 7 Decameron Giovanni Boccaccio (1313-1375) Itália
8 Ficções Jorge Luis Borges (1899-1986) Argentina
9 O Monte dos Vendavais Emily Bronte (1818-1848) Inglaterra
10 O Estrangeiro Albert Camus (1913-1960) França
11 Poemas Paul Celan (1920-1970) Roménia
12 Viagem ao Fim da Noite Ferdinand Celine (1894-1961) França
13 Contos da Cantuária Geoffrey Chaucer (1340-1400) Inglaterra
14 Nostromo Joseph Conrad (1857-1924) Inglaterra
15 A Divina Comédia Dante Alighieri (1265-1321) Itália
16 Grandes Esperanças Charles Dickens (1812-1870) Inglaterra
17 Jacques, o Fatalista Denis Diderot (1713-1784) França
18 Berlin Alexanderplatz Alfred Doblin (1878-1957) Alemanha
19 Crime e Castigo Fyodor Dostoyevsky (1821-1881) Rússia
20 O Idiota Fyodor Dostoyevsky (1821-1881) Rússia
21 Os Possessos Fyodor Dostoyevsky (1821-1881) Rússia
22 Os Irmãos Karámazov Fyodor Dostoyevsky (1821-1881) Rússia
23 Middlemarch George Eliot (1819-1880) Inglaterra
24 O Homem Invisível Ralph Ellison (1914-1994) U.S.A
25 Medea Euripides (480-406 A.C.) Grécia
26 Absalão, Absalão William Faulkner (1897-1962) U.S.A
27 O Som e a Fúria William Faulkner (1897-1962) U.S.A
28 Madame Bovary Gustave Flaubert (1821-1880) França
29 Educação Sentimental Gustave Flaubert (1821-1880) França
30 Baladas Ciganas Garcia Lorca (1898-1936) Espanha
31 Cem Anos de Solidão Garcia Marquez (1928) Colômbia
32 Amor em Tempos de Cólera Garcia Marquez (1928) Colômbia
33 A Epopeia de Gilgamesh ---- Mesopotâmia
34 Fausto Goethe (1749-1832) Alemanha
35 Almas Mortas Nikolai Gogol (1809-1852) Rússia
36 The Tin Drum Günter Grass (1927) Alemanha
37 The Devil to Pay in the Backlands Guimarães Rosa (1880-1967) Brasil
38 Fome Knut Hamsun (1859-1952) Noruega
39 O Velho e o Mar Ernest Hemingway (1899-1961) U.S.A.
40 A Íliada Homero (700 D.C) Grécia
41 A Odisseia Homero (700 D.C) Grécia
42 Casa das Bonecas Henrik Ibsen (1828-1906) Noruega
43 O Livro de Job Anon (entre 600 - 400 A.C.) Israel
44 Ulisses James Joyce (1882-1941) Irlanda
45 História Completas Franz Kafka (1883-1924) Rep. Checa
46 A Metamorfose Franz Kafka (1883-1924) Rep. Checa
47 O Castelo Franz Kafka (1883-1924) Rep. Checa
48 The Recognition of Sakuntala Kalidasa (400 A.C.) Índia
49 O Som da Montanha Yasunari Kawabata (1899-1972) Japão
50 Zorba, o Grego Nikos Kazantzakis (1883-1957) Grêcia
51 Filhos e Amantes D.H. Lawrence (1885-1930) Inglaterra
52 Independent People Halidor Laxness (1902-1998) Islândia
53 Poemas Completos Giacomo Leopardi (1798-1837) Itália
54 The Golden Notebook Doris Lessing (1919) Inglaterra
55 Pipi das Meias Altas Astrid Lindgren (1907-2002) Suécia
56 Diário da Loucura e Outras Histórias Lu Xun (1881-1936) China
57 Mahabharata Anon (500 A.C.) Indía
58 Filhos de Gebelawi Naguib Mahfouz (1911) Egipto
59 Os Buddenbrooks Thomas Mann (1875-1955) Alemanha
60 A Montanha Mágica Thomas Mann (1875-1955) Alemanha
61 Moby Dick Herman Melville (1819-1891) U.S.A.
62 Três Ensaios Michel de Montaigne (1532-1592) França
63 História Elsa Morante (1918-1985) Itália
64 Amada Toni Morrison (1931) U.S.A.
65 A História de Genji Murasaki Shikibu Japão
66 Homem sem Qualidades Robert Musil (1880-1942) Austria
67 Lolita Nabokov (1899-1977) Rússia
68 A Saga de Njal (1300) Islândia
69 1984 George Orwell (1903-1950) Inglaterra
70 Metamorfoses Ovid (43 A.C.) Itália
71 O Livro do Desassossego Fernando Pessoa (1888-1935) Portugal
72 Histórias Extraordinárias Edgar Allan Poe (1809-1849) U.S.A
73 Em Busca do Tempo Perdido Marcel Proust (1871-1922) França
74 Gargantua e Pantagruel François Rabelais (1495-1553) França
75 Pedro Paramo Juan Rulfo (1918-1986) México
76 The Mathnawi Jalalu'I-Din Rumi (1207-1273) Irão
77 Os Filhos da Meia-Noite Salman Rushdie (1947) Indía
78 The Boston of Saadi (The Orchardi) Sheikh Saadi of Shiraz (1200-1292) Irão
79 A Season of Migration to the North Tayeb Salih (1929) Sudão
80 Memorial do Convento José Saramago (1922) Portugal
81 Hamlet William Shakespeare (1564-1616) Inglaterra
82 Rei Lear William Shakespeare (1564-1616) Inglaterra
83 Othello William Shakespeare (1564-1616) Inglaterra
84 Rei Édipo Sophocles (496-406 A.C.) Grécia
85 Vermelho e o Negro Stendhal (1783-1842) França
86 Vida e Opiniões de Tristam Shandy Laurence Sterne (1713-1768) Irlanda
87 A Consciência de Zeno Italo Svevo (1861-1928) Itália
88 As Viagens de Gulliver Jonathan Swift (1667-1745) Irlanda
89 Guerra e Paz Leon Tolstoy (1828-1910) Rússia
90 Anna Karenina Leon Tolstoy (1828-1910) Rússia
91 A Morte de Ivan Ilich Leon Tolstoy (1828-1910) Rússia
92 Contos Escolhidos Anton Chekhov (1860-1904) Rússia
93 As Mil e Uma Noites (700-1500)
94 As Aventuras de Huckleberry Finn Mark Twain (1835-1910) U.S.A.
95 Ramayana Valmiki (300 A.C.) India
96 A Eneida Virgílio (70-19 A.C.) Itália
97 Folhas de Erva Walt Whitman (1819-1892) U.S.A.
98 Mrs. Dalloway Virginia Wolf (1882-1941) Inglaterra
99 A Casa Assombrada Virginia Wolf (1882-1941) Inglaterra





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